É na fresta deixada pelos afetos que não se inscrevem, que debutam as palavras que partem ao mundo.
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sexta-feira, novembro 12, 2010
domingo, outubro 31, 2010
quarta-feira, setembro 01, 2010
Dilma dando aula de geografia.
Parte I - A independência do Nordeste
Parte II - A incorporação da baixada santista pelo estado do Rio de Janeiro.
Parte II - A incorporação da baixada santista pelo estado do Rio de Janeiro.
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Eleições 2010,
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Política,
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sábado, agosto 14, 2010
[Charge] Viva Dilma.
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quinta-feira, agosto 05, 2010
Programa de Governo da Dilma
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Política
quarta-feira, julho 28, 2010
quarta-feira, junho 30, 2010
domingo, junho 27, 2010
sábado, março 13, 2010
segunda-feira, março 01, 2010
Diálogo entre Deus e Freud.
[clique na imagem para ampliar]








Créditos a Fernanda por ter me mandado o site (:
Créditos da charge : "um sábado qualquer"








Créditos a Fernanda por ter me mandado o site (:
Créditos da charge : "um sábado qualquer"
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Religião
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
Sátira do Reboation adaptada para os Políticos
Créditos a Nathalie por ter me mandado o vídeo (=
domingo, janeiro 24, 2010
sábado, janeiro 16, 2010
quarta-feira, janeiro 13, 2010
terça-feira, dezembro 01, 2009
Aforismo Poético XI
Político no Brasil só fica preso dentro de elevador.
domingo, novembro 08, 2009
segunda-feira, novembro 02, 2009
Futebol dos Filósofos.
Protesto: Heiddeger deveria ser o capitão do time.
terça-feira, julho 07, 2009
Prefeitura das Inutilidades: Estátua para Michael Jackson.
Quando eu achava que a nossa querida Prefeitura, campeã em projetos inúteis, já tinha chegado ao limite eis que ela se supera: "Monumento em homenagem à Michael Jackson será discutido na Prefeitura"
sexta-feira, junho 26, 2009
[Campanha] Pela Bolsa-Blogueiro.
Diante do incessante trabalho que eu estou tendo para relatar os quase-que-infinitos escândalos políticos que surgem a cada dia no país, eu lanço minha campanha: quero uma bolsa-blogueiro!
(Ps: E que ninguém venha querer me processar por atentar contra a imagem do legislativo.Tudo hoje em dia vira processo....)
(Ps: E que ninguém venha querer me processar por atentar contra a imagem do legislativo.Tudo hoje em dia vira processo....)
quarta-feira, maio 20, 2009
[Conto] Balbúrdia Social
[Conto] Balbúrdia Social
O Município de Sacramentos das Razões estava sofrendo com intensas chuvas; isso revelava o descaso histórico dos seus governantes. Deslizamentos de terras; pessoas desabrigadas; engarrafamentos intensos; e inundações; passaram a fazer parte do cotidiano daquela população.
O culto do principal templo da cidade lotou na tempestuosa sexta-feira; João do Canto puxou a multidão:
-E pega na mão de Deus!
E os fiéis com as mãos em direção aos céus respondiam:
-Peguei! Peguei!
E as falas pareciam andar em círculos.
-E pega na mão de Deus!
-Peguei! Peguei!
-E pega na mão...
-De Deus! de Deus!
E o líder do culto, no ardor da sua criatividade, variava:
E vamos rezar para Deus?
-Oremos pelo Senhor!
-E vamos rezar para Deus?
-Oremos pelo Senhor!
Ao ver um importante membro da organização na platéia,o pregador disse:
-Hoje estamos aqui com a presença do nosso ilustríssimo prefeito! Que tanto faz pela nossa cidade!
Ele se levantou e passou a acenar para o público, enquanto era ovacionado:
*Clap clap clap clap clap clap clap*
Após os aplausos, voltou-se à pregação:
-Senhor, ajudai a passar essas chuvas!
Os fiéis, sempre fiéis, respondiam aos gritos:
-Ajudai senhor! Ajudai senhor!
De repente houve um forte grito que paralisou todo o culto; era Mário que estava com a mão no peito, passando mal.
-Chamem o serviço médico do cidadão honesto-Gritou um cidadão desesperado.
O assessor, que se encontrava no fundo do templo, rapidamente pegou o seu celular e discou:
-Seguinte, é uma chamada emergencial; é o governante da cidade que está passando mal!
-Seu Silva? Deus do Céu; vou mandar a ambulância para aí já. Qual o endereço?
-Estamos no templo maior, na Avenida do Banco Central.-retrucou rapidamente o assessor.
-Temos um pequeno problema!
-Qual?
E com a voz temerosa a atendente disse:
-A única ambulância presente aqui, está sem médicos.
-Sua infeliz. Providencie uma solução.
-Eu só faço atender telefone...
-Vou lhe pagar um guaraná para você desviar uma ambulância para cá.
No transcorrer da confusão, o prefeito gritou:
-Chame os jornalistas! Os jornalistas! Eu preciso ser fotografado na ambulância do serviço médico do cidadão honesto.
O assessor com olhar de reprovação disse:
-Fale baixo; eu já chamei.
(...)
Nunca antes um atendimento do serviço médico da prefeitura havia sido feito com tanta eficiência. Após as fotografias e o fim da confusão; João do Canto puxou a multidão:
-Vamos agradecer a Deus por nada ter acontecido ao Prefeito Mário.
E junto com as batida de palmas se ecoava:
-Obrigado meu Deus! Obrigado meu Deus!
-E vamos agradecer a Deus por nada ter acontecido ao Prefeito Mário.
-Obrigado meu Deus! Obrigado meu Deus!
(...)
(Antônio Alberto P de Almeida)
O Município de Sacramentos das Razões estava sofrendo com intensas chuvas; isso revelava o descaso histórico dos seus governantes. Deslizamentos de terras; pessoas desabrigadas; engarrafamentos intensos; e inundações; passaram a fazer parte do cotidiano daquela população.
O culto do principal templo da cidade lotou na tempestuosa sexta-feira; João do Canto puxou a multidão:
-E pega na mão de Deus!
E os fiéis com as mãos em direção aos céus respondiam:
-Peguei! Peguei!
E as falas pareciam andar em círculos.
-E pega na mão de Deus!
-Peguei! Peguei!
-E pega na mão...
-De Deus! de Deus!
E o líder do culto, no ardor da sua criatividade, variava:
E vamos rezar para Deus?
-Oremos pelo Senhor!
-E vamos rezar para Deus?
-Oremos pelo Senhor!
Ao ver um importante membro da organização na platéia,o pregador disse:
-Hoje estamos aqui com a presença do nosso ilustríssimo prefeito! Que tanto faz pela nossa cidade!
Ele se levantou e passou a acenar para o público, enquanto era ovacionado:
*Clap clap clap clap clap clap clap*
Após os aplausos, voltou-se à pregação:
-Senhor, ajudai a passar essas chuvas!
Os fiéis, sempre fiéis, respondiam aos gritos:
-Ajudai senhor! Ajudai senhor!
De repente houve um forte grito que paralisou todo o culto; era Mário que estava com a mão no peito, passando mal.
-Chamem o serviço médico do cidadão honesto-Gritou um cidadão desesperado.
O assessor, que se encontrava no fundo do templo, rapidamente pegou o seu celular e discou:
-Seguinte, é uma chamada emergencial; é o governante da cidade que está passando mal!
-Seu Silva? Deus do Céu; vou mandar a ambulância para aí já. Qual o endereço?
-Estamos no templo maior, na Avenida do Banco Central.-retrucou rapidamente o assessor.
-Temos um pequeno problema!
-Qual?
E com a voz temerosa a atendente disse:
-A única ambulância presente aqui, está sem médicos.
-Sua infeliz. Providencie uma solução.
-Eu só faço atender telefone...
-Vou lhe pagar um guaraná para você desviar uma ambulância para cá.
No transcorrer da confusão, o prefeito gritou:
-Chame os jornalistas! Os jornalistas! Eu preciso ser fotografado na ambulância do serviço médico do cidadão honesto.
O assessor com olhar de reprovação disse:
-Fale baixo; eu já chamei.
(...)
Nunca antes um atendimento do serviço médico da prefeitura havia sido feito com tanta eficiência. Após as fotografias e o fim da confusão; João do Canto puxou a multidão:
-Vamos agradecer a Deus por nada ter acontecido ao Prefeito Mário.
E junto com as batida de palmas se ecoava:
-Obrigado meu Deus! Obrigado meu Deus!
-E vamos agradecer a Deus por nada ter acontecido ao Prefeito Mário.
-Obrigado meu Deus! Obrigado meu Deus!
(...)
(Antônio Alberto P de Almeida)
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