No obscuro e profundo mundo dos afetos há mais desrazões e razões do que as nossas próprias palavras conseguem expressar. Se nos momentos de silêncio, deste mundo barulhento, posso escutar minha alma sou tomado por um sentimento de saudade. Por alguém que não necessito. Percebo no quanto isso expressa algo a mais. Noto o quanto é simples e banal sentir falta daqueles que suprem as necessidades, no narcisismo primordial inerente a isto. Já a saudade, a saudade não. A saudade é distinta. A saudade diz algo a mais. A saudade, aqui, não é um mero sentir a falta, é um afeto que que carrego por aqueles que marcaram a minha alma nos caminhos que traço por este mundo.
(Antônio Alberto P. de Almeida)
