Quando um aniversário torna-se muito mais do que uma mera transição de idade.
I
Para mim, a metáfora que mais se encaixa para a vida, é de que ela é uma estrada. Algumas vezes estando nela precisamos mudar de rumo, fazer mudanças bruscas, optar por outras paisagens, outros caminhos. Mas, nela também há uma série de desvios, que nos fazem ora ir para um lado, ora ir para outro, estas são as mudanças sutis, aquelas que de forma singela compõe o dia-a-dia. A chuva que nos faz ir mais lentamente, a neblina, o sol quente, os campos de flores, os detalhes despercebidos. E também recebemos companhias, partidas, idas e vindas, não estamos sozinhos. Em alguns momentos, ao acreditar naqueles que nos acompanhava, somos deixados para trás. Em outros precisamos simplesmente realizar despedidas silenciosas e partir de forma mais veloz, em busca de outros rumos, lugares. E, acima de tudo, precisamos aceitar que determinados caminhos devem ser atravessados solitariamente ainda que saibamos que, em algum lugar, de algum ponto de alguma estrada, há aquelas pessoas que por nós foram marcadas e nos marcaram e elas estarão sempre na espera do dia do reencontro.
II
Atravessei mais um ano de idade.
E agora faço novas travessias,
Pelo mundo e pela vida.
(Antônio Alberto P. de Almeida)