O Estado do Mundo.
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Encontro o chão no asfalto
Que se dissolve
Na razoabilidade de ser
Uma planta de raízes aéreas
E asas largas.
Que alça voo no contraditório
No não-dito pelo dito.
No esquecido do mundo
Em que o maldito
É o mal-dito
Em que o imundo
É um i no mundo.
Em que o mudo
Não é o "não mudo."
Mas a muda é a que
Não muda. Quem voa
Não tem os pés na terra.
Tampouco há terra neste
Grande circo de malabares
Reunidos na sala do mal-estar
Onde o que estrela é o temível
Tapete branco que guarda
As verdades escondidas da vida.
(Antônio Alberto P. de Almeida)
