domingo, dezembro 16, 2012

[Poesia] O Estado do Mundo.


O Estado do Mundo.
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Encontro o chão no asfalto 
Que se dissolve
Na razoabilidade de ser 
Uma planta de raízes aéreas 
E asas largas.
Que alça voo no contraditório
No não-dito pelo dito.
No esquecido do mundo
Em que o maldito
É o mal-dito
Em que o imundo
É um i no mundo.
Em que o mudo
Não é o "não mudo."
Mas a muda é a que
Não muda. Quem voa
Não tem os pés na terra.
Tampouco há terra neste
Grande circo de malabares
Reunidos na sala do mal-estar
Onde o que estrela é o temível 
Tapete branco que guarda 
As verdades escondidas da vida.
(Antônio Alberto P. de Almeida)