Por hoje
(Por amanhã e por todos os outros dias...)
Há espaços da existência
Em que tudo se torna envolto
Pela mística da arte
Como no instante sublime
Em que me encontrei
Com teu olhar.
No êxtase do momento
Em que os meus olhos
Se afundaram nos teus
Notei que os teus
Dançavam em silêncio
Enquanto os meus
Giravam de encanto
No baile das visões
Perdi a direção das minhas
Não sei se na parte
Que as cabia
Ou dentro daquelas
Que eram as tuas.
Se presto a minha ignorância
De sequer saber pra onde olho
Sei que é por ter a ânsia
De construir uma direção
Em que o meu olhar
Outrora livre
Alcance os caminhos
Para onde os teus vão.
(Antônio Alberto P de Almeida.)